Quando o ministro da Economia, Paulo Guedes, comparou o funcionalismo público como “parasita”, que quer aumento salarial automático constantemente, foi aquele burburinho.

Alguns fizeram aquela discurseira laudatória em defesa dos funcionários públicos.

Logo o ministro virou alvo das críticas de incautos.

Mas fora os próprios funcionários públicos e aqueles interessados em aparelhar o Estado, quem mais acredita na competência da classe? Não estou dizendo que não há por lá – ainda que raro seja – trabalhadores competentes.

Voltemos a fala de Guedes.

O ministro afirmou o seguinte: “O hospedeiro está morrendo, o cara virou um parasita, o dinheiro não chega ao povo e ele quer aumento automático”.

Está errado? Não é assim que a banda toca? Se não, vejamos: Subprocurador reclama de salário de R$ 42 mil: “afligido”.

Falo, caro leitor, sobre o subprocurador Nívio de Feitas Filho, que reclamou diretamente ao procurador-geral, Augusto Aras, de que estaria “muito preocupado” com sua remuneração de R$ 42,2 mil reais, algo que o tem deixado “afligido”.

Rir para não chorar.

Segundo informou Guilherme Amado, em janeiro o subprocurador recebeu R$ 74,9 mil, com a gratificação natalina.

É um escárnio, um deboche, um desrespeito com o povo a sua reclamação.

Respondam: Quem na iniciativa privada ganha esse salário?“Está nos afligindo, está muito difícil, os vencimentos já não chegam ao final do mês.

É uma situação aflitiva.

Há uma quebra de paridade.

Confesso que estou ficando muito preocupado se tenho condições de me manter no exercício da minha função”, disse.

Bem, o que dizer sobre esse caso de trabalho escravo? O pobre subprocurador ganha mais em um mês do que ganho no ano todo e ainda acha pouco.

Isso não é um claro exemplo de parasita? Enquanto a população se desdobra para viver com menos de um salário mínimo, este senhor se sente explorado.

Ele ainda defende mais privilégios, afirmando que os subprocuradores deveriam ter a “regulamentação do auxílio moradia”, já que ganham tão pouco, não é? Nívio ainda diz que “a questão realmente não é de acréscimo, é de recomposição, de auxiliar nos custos, porque é excessivamente oneroso o exercício da função”.

Se o subprocurador está insatisfeito, que saia.

Como seu chefe, meu caro Nívio, apoio a sua demissão.

Somente pelo desrespeito ao patrão, o povo, deveria ser tirado do cargo sem direito a nada.

“Ah, mas não é pra tanto”… Vejam: tenho certas opiniões sobre essas questões que são até radicais, eu sei, mas é assim que tem que ser.

Se o povo que é “patrão”, por assim dizer, está lutando para sobreviver em uma recessão econômica violentíssima, que nos tirou empregos e impôs custos mais altos, que o funcionalismo público faça o mesmo.

Que se corte salários, privilégios e regalias.

Respeite o povo!