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Polícia Militar nega falha de segurança após confusões com dois baleados e 20 detidos em prévias de carnaval

Olinda tem confusões e brigas durante domingo de prévias de carnaval Após três episódios de violência registrados durante prévias de carnaval no Recife e...

Polícia Militar nega falha de segurança após confusões com dois baleados e 20 detidos em prévias de carnaval
Polícia Militar nega falha de segurança após confusões com dois baleados e 20 detidos em prévias de carnaval (Foto: Reprodução)

Olinda tem confusões e brigas durante domingo de prévias de carnaval Após três episódios de violência registrados durante prévias de carnaval no Recife e em Olinda no domingo (18), a Polícia Militar negou ter havido falha na escalação do efetivo policial. As ocorrências resultaram em dois foliões baleados e 20 pessoas detidas, segundo a corporação (veja vídeo acima). Imagens enviadas à TV Globo mostram confusões em Olinda, onde um folião foi baleado durante o percurso do bloco John Travolta. Além disso, outro homem foi atingido por um tiro no bairro do Vasco da Gama, na Zona Norte do Recife, e 20 pessoas foram detidas em tumultos na Cidade Universitária. ✅ Receba as notícias do g1 PE no WhatsApp Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (19), no Quarto do Derby, área central do Recife, o diretor de Planejamento Operacional da PM, coronel João Barros, afirmou que o policiamento empregado foi considerado suficiente e disse que as situações de violência não se deram durante os desfiles dos blocos. "O reforço do policiamento estava bastante robusto e a atuação do policiamento foi vista. [...] No caso do Vasco da Gama, o bloco já tinha saído, foi no local de concentração, eu estive lá, inclusive, um bloco com um ambiente muito bom. [...] Em Olinda, já tinha saído do Sítio Histórico, o bloco já tinha dispersado e esse fato está sob investigação, não tem como saber o que aconteceu, mas o bloco já tinha acabado", afirmou. O homem baleado em Olinda foi encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município, no bairro de Cidade Tabajara. Já no Vasco da Gama, a vítima foi encaminhada para a Maternidade Barros Lima, no bairro de Casa Amarela, na Zona Norte da cidade. Depois, foi transferida para o Hospital da Restauração. Como os nomes não foram divulgados, não foi possível saber o estado de saúde das vítimas. A terceira confusão foi registrada na Cidade Universitária, na Zona Oeste do Recife, no desfile do CDU Folia. Ao todo, 20 pessoas foram detidas por envolvimento em tumultos e levadas à Central de Plantões da Capital (Ceplanc). Três deles são menores de idade e foram encaminhados à Delegacia de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA). Segundo o comandante, o esquema de segurança contou com 460 policiais militares no bloco CDU Folia, além de quatro viaturas e 12 motocicletas. Já em Olinda, 250 policiais atuaram no Sítio Histórico durante as prévias do domingo (18). Ainda de acordo com o coronel, a corporação recebeu, em 2025, 2.300 novos soldados e vai reforçar o efetivo para o carnaval. Policiais tentam conter confusão no Sítio Histórico de Olinda durante prévias Montagem/g1 Responsabilidade da organização O coronel afirmou também que a colaboração dos organizadores dos blocos é fundamental para garantir a segurança durante os eventos. Segundo ele, pelo menos cinco paredões de som instalados em veículos ou carrocinhas foram desligados durante a ação no CDU Folia. "A gente tem que lembrar que o carnaval envolve diversos atores. A Polícia Militar está sempre presente, mas a gente precisa também da colaboração dos organizadores de evento para o ambiente do carnaval ser um ambiente que favoreça para a organização pública, como iluminação pública, a não proliferação de paredões, que as pessoas ao longo do desfile não promovam sons mecânicos que após o desfile causem aglomeração", disse. O coronel ressaltou que, em situações de confusão, é necessário que os blocos interrompam momentaneamente a música para permitir a intervenção policial. "Um bloco que está acontecendo um desfile e, de repente, acontece um tumulto, ele precisa parar a música para que o policiamento intervenha, e depois retomem [a música]. Então, a gente não vê muito a compreensão por parte de alguns organizadores, e isso precisa ser dito, que os organizadores, eles também fazem parte da segurança", disse. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias