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MPPE pede que polícia investigue ex-assessor de Raquel Lyra por postagem com denúncia contra secretários do Recife

Manoel Medeiros era assessor especial da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) Reprodução/Instagram O jornalista Manoel Pires Medeiros Neto foi alvo d...

MPPE pede que polícia investigue ex-assessor de Raquel Lyra por postagem com denúncia contra secretários do Recife
MPPE pede que polícia investigue ex-assessor de Raquel Lyra por postagem com denúncia contra secretários do Recife (Foto: Reprodução)

Manoel Medeiros era assessor especial da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) Reprodução/Instagram O jornalista Manoel Pires Medeiros Neto foi alvo de uma petição criminal do Ministério Público de Pernambuco (MPPE). No documento, ao qual o g1 teve acesso, a promotoria pediu a instauração de um inquérito policial para investigar o comunicador por um artigo publicado em seu blog. O texto aponta quatro secretários do Recife como sócios de uma empresa de compra e venda de imóveis, o que, conforme a denúncia, afrontaria a legislação municipal (saiba mais abaixo). Na petição, o MPPE afirma que resolveu pedir a abertura da investigação após receber uma queixa-crime dizendo que o blogueiro "teria veiculado, em 16 de janeiro de 2026, uma publicação imputando falsamente a prática de crimes de lavagem de capitais e falsidade ideológica" às pessoas citadas. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Ex-assessor especial da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSDB), Manoel Medeiros pediu exoneração do cargo em agosto do ano passado, após ser acusado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto (PSDB), de integrar uma "milícia digital" para atacar adversários do governo do estado. O g1 entrou em contato com o jornalista Manoel Medeiros para comentar sobre o pedido de investigação feito pelo MPPE, mas, até a última atualização desta reportagem, não obteve resposta. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM: Denúncia expõe monitoramento supostamente ilegal de secretário do Recife Polícia Civil diz não ter registro oficial da investigação que rastreou carro da prefeitura Pedido de inquérito A requisição de instauração de inquérito policial foi apresentada na quinta-feira (19) pela promotora de Justiça Henriqueta de Belli Leite de Albuquerque. Os autores do processo, que pedem a investigação, são os servidores citados na reportagem: Antônio Mário da Mota Limeira Filho, chefe de gabinete de assessoria especial do prefeito do Recife; Gustavo Figueiredo Queiroz Monteiro, secretário de Articulação Política e Social; Daniel Saboya Paes Barretto, presidente da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb); Luciano Temporal Carneiro, secretário executivo de Coordenação Geral da Secretaria de Segurança e Ordem Pública do Recife. Além deles, está entre os autores da ação Bruno Delgado de Souza. Ele chegou a ser nomeado secretário executivo de Transformação Digital do município em dezembro de 2025, mas, segundo a prefeitura, recebeu uma proposta para trabalhar numa empresa de entregas por aplicativo e não tomou posse. Todos os servidores foram citados no artigo do Blog Manoel Medeiros como sócios da empresa Sítio Pedra da Onça Ltda., que, segundo a publicação, exercia a atividade de “compra e venda de imóveis próprios”, além da criação de bovinos e equinos. Um deles, Gustavo Monteiro, também foi alvo de uma investigação preliminar da Polícia Civil, apontada como irregular, em janeiro deste ano. Conforme a reportagem, a sociedade afrontaria o Estatuto dos Servidores Municipais do Recife, previsto na Lei Municipal nº 14.728/1985, que veta servidores efetivos ou comissionados de "participar de gerência ou administração de sociedade privada". Segundo a petição, o pedido de investigação policial é uma resposta ao artigo do blog, para identificar "a origem das informações e a ausência de verificação da veracidade dos fatos antes da publicação". Além disso, a promotora solicitou uma "análise técnica de materialidade" para comprovar se houve intenção de caluniar, "extrapolando o limite da crítica jornalística". O MP solicita, ainda, que Manoel Medeiros seja ouvido, assim como outras duas testemunhas: Vinicius de Araújo Góes e Victor Pinheiro de Carvalho, secretários executivos que atuam na Secretaria de Articulação Política e Social. A solicitação foi encaminhada para a Coordenação de Procedimentos Policiais para que um inquérito policial seja instaurado em até 60 dias. Ao final das investigações, os resultados deverão ser encaminhados à Central de Inquéritos da Capital "para que as providências legais cabíveis possam ser finalmente tomadas", escreveu o promotora. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias