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Impeachment de João Campos: grupos protestam na Câmara Municipal antes de votação sobre abertura de processo

Grupos protestam na Câmara Municipal antes de votação de impeachment de João Campos A Câmara Municipal do Recife vota nesta terça-feira (3) a admissibilid...

Impeachment de João Campos: grupos protestam na Câmara Municipal antes de votação sobre abertura de processo
Impeachment de João Campos: grupos protestam na Câmara Municipal antes de votação sobre abertura de processo (Foto: Reprodução)

Grupos protestam na Câmara Municipal antes de votação de impeachment de João Campos A Câmara Municipal do Recife vota nesta terça-feira (3) a admissibilidade de um pedido de impeachment do prefeito João Campos (PSB), na primeira sessão ordinária do ano. Antes disso, grupos a favor e contrários à gestão fizeram protestos em frente à Casa de José Mariano, sede do Poder Legislativo municipal, no Centro da cidade. O pedido para a abertura do impeachment foi protocolado em dezembro de 2025, após a modificação do resultado de um concurso público para procurador municipal (saiba mais abaixo). Conforme a Procuradoria da casa, o requerimento será lido pelo presidente da Câmara, vereador Romerinho Jatobá (PSB), e os vereadores deverão decidir se darão início ao processo. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE Gritando palavras de ordem, os grupos se aglomeraram na fila para entrada nas galerias do Plenário da Câmara. Havia manifestantes a favor do pedido de impeachment, com a presença de vereadores de oposição, e outros que demonstravam apoio ao governo de João Campos. A sessão em que o pedido será apreciado é a primeira do ano. A Câmara Municipal abriu os trabalhos legislativos na segunda-feira (2). Tradicionalmente, o prefeito participa da sessão solene, mas João Campos não compareceu à cerimônia porque cumpria agenda em Brasília. A votação do pedido de impeachment, conforme parecer da Procuradoria da Câmara, deve ser nominal, e para que ele seja admitido é necessário haver votos favoráveis da maioria simples dos vereadores. O Legislativo municipal tem 37 parlamentares. Se o pedido for admitido, deve ser criada uma comissão de vereadores, que deverão ser sorteados, para proceder o pedido. Se não houver votos o suficiente, o pedido será arquivado. Protesto antes de votação de pedido de impeachment de João Campos (PSB) Reprodução/Redes sociais Pedido de impeachment O pedido de impeachment foi justificado pela mudança do resultado de um concurso público para procurador do município. Na seleção, o advogado Marko Venício dos Santos Batista havia sido o único aprovado nas vagas para pessoas com deficiência (PCD). Ele deixou de ser nomeado em detrimento de Lucas Vieira Silva, filho de uma procuradora do Ministério Público de Contas (MPCO) e do juiz Rildo Vieira da Silva, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Lucas Vieira Silva havia feito a seleção sem optar pelas vagas afirmativas, mas pediu reinscrição no concurso após receber, dois anos depois da inscrição, diagnóstico de autismo. Três procuradoras concursadas opinaram pelo indeferimento do pedido. Mesmo assim, o requerimento foi acolhido pelo procurador-geral do município, Pedro Pontes, que ocupa o cargo por nomeação do prefeito. Após a repercussão do caso, que foi alvo de críticas da sociedade e de entidades como a Associação Nacional das Procuradoras e dos Procuradores Municipais (ANPM) e a Associação dos Procuradores do Município do Recife (APMR), João Campos voltou atrás e nomeou o candidato inicialmente aprovado no certame. Posteriormente, o político tornou-se alvo de processo de impeachment. No pedido de impeachment, o vereador Eduardo Moura afirma que, ao alterar o resultado do concurso, o prefeito João Campos cometeu crime de responsabilidade e atos de improbidade administrativa. Se o pedido for aceito, as irregularidades serão investigadas no âmbito legislativo, e, nesse ínterim, o gestor deve ser afastado de suas funções. Além disso, o pedido de impeachment cita o fato de que o pai do candidato beneficiado pela mudança, juiz Rildo Vieira da Silva, atuava na 1ª Vara Cível de Carpina e foi promovido em outubro de 2025 para atuar na Vara Regional de Crimes Contra a Administração Pública, Ordem Tributária, Lavagem de Dinheiro e de Delitos de Organizações Criminosas da Capital. Após a promoção, conforme o pedido de impeachment, ele foi responsável por arquivar um processo referente à Operação Barriga de Aluguel, que investigava uma quadrilha suspeita de desviar recursos públicos que deveriam ser empregados em recuperação e manutenção predial. Os contratos somam mais de R$ 100 milhões. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias