cover
Tocando Agora:

Fim dos orelhões: veja quantos aparelhos ainda existem em Petrolina

Fim do orelhão: Anatel começa retirada definitiva no Brasil Os 17 orelhões que ainda existem nas ruas de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, estão com os d...

Fim dos orelhões: veja quantos aparelhos ainda existem em Petrolina
Fim dos orelhões: veja quantos aparelhos ainda existem em Petrolina (Foto: Reprodução)

Fim do orelhão: Anatel começa retirada definitiva no Brasil Os 17 orelhões que ainda existem nas ruas de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, estão com os dias contados. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), os 38 mil aparelhos que restam no país serão retirados das ruas até 2028. Segundo a Anatel, Petrolina é a cidade pernambucana com maior número de orelhões. Pernambuco tem ao menos 233 orelhões em 78 cidades. 📱:Baixe o app do g1 para ver notícias de Petrolina e Região em tempo real e de graça Durante muito tempo, os orelhões desempenharam um papel fundamental nas comunicações. Em uma época em que os celulares não eram tão populares, os telefones instalados nas ruas eram o caminho mais fácil para ligar para outras pessoas, seja por meio de fichas, depois cartões, ou com as Chamadas a cobrar, quando os usuários não tinham como pagar pela chamada e a conta ia para a linha de quem recebia a ligação. Um dos 17 aparelhos que resistem ao tempo em Petrolina fica na praça ao lado da Igreja Matriz, no Centro da cidade. Os sinais de desgaste são visíveis, assim como a ação de vândalos. Os outros orelhões espalhados pela cidade vivem situações semelhantes. Como surgiu o orelhão Orelhão no centro de Petrolina Emerson Rocha / g1 Petrolina Criado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira enquanto trabalhava em uma companhia telefônica, o orelhão surgiu em 1971. Inicialmente, o aparelho tinha outros nomes, como Chu I e Tulipa. Cabines telefônicas existiam em outros países, mas a criação da arquiteta se tornou icônica pelo design, reproduzido em países como Peru, Angola, Moçambique e China. O formato tinha uma justificativa funcional: a qualidade acústica. O som entrava na cabine e era projetado para fora, diminuindo o ruído na ligação e protegendo quem falava do barulho externo. Durante décadas, os orelhões foram fundamentais para a comunicação dos brasileiros, especialmente entre os anos 1970 e o início dos anos 2000. Facilitavam contatos urgentes, ajudavam a construir histórias, serviam como ponto de encontro e, muitas vezes, eram o único meio de falar com alguém fora de casa, fazendo muita gente esperar até cair a ficha para completar a ligação — principalmente após ouvir o clássico "chamada a cobrar". Vídeos: mais assistidos do Sertão de PE