Reuniões com parceiros da região serão feitas de forma bilateral.

Segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, Argentina e Paraguai já foram notificados.

Secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Barbosa, ao lado do ministro da Educação, Abraham Weintraub em coletiva de imprensa na sexta-feira (29) Reprodução/Facebook/MEC O Brasil deixará de integrar o grupo de trabalho que discute educação no Mercosul.

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a decisão começa a valer na sexta-feira (29) e o país passará a realizar reuniões bilaterais para tratar do tema com Argentina, Paraguai e Uruguai. "Não há resultados concretos para mostrar", disse o ministro da Educação Abraham Weintraub.

"Depois de 28 anos que o Brasil está participando na área educacional do Mercosul, a decisão do governo é começar a discutir apenas relacionamentos bilaterais." De acordo com o ministro, representantes do Paraguai e da Argentina foram notificados da decisão na manhã de sexta e receberam a notícia "sem problema nenhum" porque as relações bilaterais serão mantidas. Falta de representantes Weintraub disse que na última reunião do grupo, apenas Brasil e Paraguai enviaram seus ministros da Educação.

A Argentina mandou um representante da embaixada no Brasil e o Uruguai não enviou representantes.

“Era um grupo que já não funcionava mais, mas tinha custos”, disse.

Questionado sobre os valores que serão economizados com o fim dessas reuniões, o ministro disse que o ministério “está levantando”. “Aparentemente, é um volume significativo nesses 28 anos de Mercosul.

Estamos falando de uma coisa com R$ 30 milhões, mas é um número oficioso, não oficial” – Abraham Weintraub Weintraub argumentou, ainda, que as reuniões bilaterais têm custos, mas “têm começo, meio e fim e um objetivo claro”.

A saída do Brasil do setor educacional do Mercosul, porém, não significa a saída do país do bloco como um todo.

Recursos para energia solar O ministro da Educação convocou coletiva de imprensa nesta sexta-feira para anunciar a liberação de R$ 125 milhões para as universidades federais gastarem, necessariamente, com energia solar e em conclusão de obras. Segundo o ministro, o dinheiro virá da Secretaria de Educação Superior (Sesu).

“Estamos remanejando, estamos mexendo, buscando eficiência”, afirmou.

As universidades precisarão gastar, pelo menos, 65% dos valores em placas fotovoltaicas.

O restante poderá ser usado para a conclusão de obras paradas ou em andamento.

Grande parte das instituições receberá entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões, mas os critérios de distribuição variam de acordo com o menor custo por aluno e critérios de desempenho - portanto, algumas podem receber mais, outras menos.

A estimativa do MEC é que, em quatro anos, haja uma economia nas contas de energia elétrica de R$ 25,5 milhões ao ano - uma média de R$ 405 mil por universidade.